{"id":57843,"date":"2024-09-09T06:38:29","date_gmt":"2024-09-09T09:38:29","guid":{"rendered":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2024\/?p=57843"},"modified":"2024-09-09T18:44:02","modified_gmt":"2024-09-09T21:44:02","slug":"a-interpretacao-e-uma-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2024\/a-interpretacao-e-uma-leitura\/","title":{"rendered":"\u201cA INTERPRETA\u00c7\u00c3O \u00c9 UMA LEITURA\u201d<sup>[1]<\/sup>"},"content":{"rendered":"<h5><em>Ana Martha Wilson Maia <\/em><\/h5>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o e os sonhos j\u00e1 estavam l\u00e1, desde o in\u00edcio, inclusive no t\u00edtulo do texto inaugural \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos\u201d, com o qual Freud apresenta sua grande inven\u00e7\u00e3o, a psican\u00e1lise. Em suas elabora\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 sobre os sonhos, mas as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, aprendemos com ele que a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 um trabalho de leitura.<\/p>\n<p>Anos mais tarde, \u00e9 Lacan quem traz uma express\u00e3o muito precisa, no <em>Semin\u00e1rio 4: a rela\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>, referindo-se aos sonhos de Anna Freud e de Hans: trata-se de \u201csaber ler\u201d (1995, p. 331). No <em>Semin\u00e1rio 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o<\/em>, no cap\u00edtulo dedicado ao sonho de Anna, ele ressalta o trabalho que a menina fez com os significantes, em uma s\u00e9rie de nomea\u00e7\u00f5es, e sublinha que, nessa verdadeira topologia de significantes que se encontram floculados, uma escrita do sonho deve ser buscada \u201cmuito mais na forma das letras do que no sentido do texto\u201d (2016, p. 81).<\/p>\n<p>De que conceitos dispomos para fazer esse trabalho de leitura? S\u00e3o os mesmos instrumentos te\u00f3ricos que Freud apresenta em sua obra e Lacan em seu ensino?<\/p>\n<p>Em <em>A fuga do sentido<\/em>, Miller organiza alguns termos que Lacan prop\u00f5e em seus escritos e semin\u00e1rios, o que nos possibilita pensar que modo nos servem de orienta\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica anal\u00edtica, hoje.<\/p>\n<p>Miller coloca palavra, linguagem e letra do lado esquerdo de uma tabela e <em>aparola<\/em>, <em>lal\u00edngua<\/em> e <em>lituraterra<\/em>, do lado direito. Esses tr\u00eas primeiros termos est\u00e3o no t\u00edtulo de dois textos de Lacan dos anos 1950: \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da palavra e da linguagem em psican\u00e1lise\u201d e \u201cA inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud\u201d. Ou seja, fazem parte do que chamamos <em>o primeiro Lacan<\/em> e correspondem ao tempo do inconsciente estruturado como uma linguagem.<\/p>\n<p>J\u00e1 os outros tr\u00eas \u2013 <em>aparola<\/em>, <em>lal\u00edngua<\/em> e <em>lituraterra<\/em> \u2013 s\u00e3o neologismos inventados por Lacan, nos anos 1970, quando descreve a linguagem n\u00e3o mais como uma estrutura, mas uma elocubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>lal\u00edngua<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que ele aborda esse giro num curso sobre a fuga de sentido. Eu me deterei, brevemente, na <em>letra<\/em>\/<em>lituraterra<\/em> e em <em>lal\u00edngua<\/em>, para enfatizar que os efeitos desse giro s\u00e3o de um grande alcance cl\u00ednico, visando o tema de nossas Jornadas deste ano: a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diferente de <em>lal\u00edngua<\/em>, apresentada nos anos 1970, a letra atravessa o ensino de Lacan, desde o come\u00e7o, quando ele a introduz sublinhando a determina\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico no inconsciente.<\/p>\n<p>No <em>primeiro Lacan<\/em>, temos a letra em sua dimens\u00e3o de materialidade do significante, como podemos situar no texto de 1956 sobre \u201cA carta roubada\u201d, conto de Edgar Allan Poe, e no texto sobre a inst\u00e2ncia da letra, de 1957. E, a partir dos anos 1970, com o neologismo <em>lituraterra<\/em>, temos a segunda vers\u00e3o da letra que Lacan apresenta em sua dimens\u00e3o de litoral.<\/p>\n<p>A partir da releitura do que havia desenvolvido sobre a letra e a carta roubada no semin\u00e1rio <em>De um discurso que n\u00e3o fosse semblante<\/em> e sobre o equ\u00edvoco de Joyce que desliza \u201cde <em>a letter<\/em> para <em>a litter<\/em>, de letra\/carta para lixo\u201d (2009, p. 15), Lacan marca a diferen\u00e7a entre letra e significante e, com a introdu\u00e7\u00e3o do semblante, ele vai al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da letra para cernir o real.<\/p>\n<p>Em sua segunda viagem ao Jap\u00e3o, Lacan teve a oportunidade de observar o deserto da Sib\u00e9ria e avistou os sulcos na terra deixados pelas \u00e1guas. \u201cO que se evoca de gozo ao romper um semblante, \u00e9 isso que no real se apresenta como ravinamento das \u00e1guas.\u201d (2003, p. 22). Ele aponta esse mesmo efeito na letra: a escrita \u00e9 um ravinamento, n\u00e3o de \u00e1guas, mas de sentido.<\/p>\n<p>Nas palavras de Laurent: \u201cTemos, portanto, a cada vez, inscri\u00e7\u00e3o e tra\u00e7o de alguma coisa que \u00e9 prim\u00e1ria e que ultrapassa todas as significa\u00e7\u00f5es em jogo, esse acolhimento do gozo na letra, na escrita, que vem se inscrever\u201d (2010, p. 71). Assim, a letra evoca o gozo, \u00e9 litoral, pois desenha a borda do furo no saber.<\/p>\n<p>Com \u201cLituraterra\u201d (1971), Lacan circunscreve a escrita e sustenta que \u201ca literatura \u00e9 uma acomoda\u00e7\u00e3o de restos\u201d (2003, p. 16). Uma an\u00e1lise \u00e9 tamb\u00e9m uma acomoda\u00e7\u00e3o de restos, do que fez o <em>parl\u00eatre<\/em>, a partir das interven\u00e7\u00f5es do analista, das interpreta\u00e7\u00f5es pela via da letra. \u00c9 neste ponto que chego ao segundo termo que destaco no quadro de Miller: <em>lal\u00edngua<\/em>.<\/p>\n<p>Lacan apresenta <em>lal\u00edngua<\/em>, no <em>Semin\u00e1rio 20: mais, ainda<\/em> e, com ela, uma nova defini\u00e7\u00e3o da linguagem. A defini\u00e7\u00e3o\u00a0do inconsciente estruturado como uma linguagem est\u00e1 articulada ao desejo e \u00e0 sua verdade. A partir de <em>lal\u00edngua<\/em>, essa defini\u00e7\u00e3o do inconsciente \u00e9 deslocada para a dimens\u00e3o do gozo, enquanto subst\u00e2ncia que d\u00e1 vida ao corpo. Da\u00ed, a linguagem ser uma elocubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>lal\u00edngua<\/em>.<\/p>\n<p><em>Lal\u00edngua<\/em> \u00e9 uma massa sonora que, no encontro com o corpo, faz trauma, deixando nele uma marca de gozo. \u201cLal\u00edngua nos afeta primeiro por tudo o que ela comporta como efeitos que s\u00e3o afetos\u201d (1985, p. 190). A articula\u00e7\u00e3o do afeto a um significante circunscreve um modo de gozo singular, de tal forma que n\u00e3o se tem outro uso a fazer deste, a n\u00e3o ser este mesmo: gozar. Por isso, Lacan diz que <em>lal\u00edngua<\/em> n\u00e3o serve para a comunica\u00e7\u00e3o, para fazer la\u00e7o.<\/p>\n<p>Miller j\u00e1 havia ressaltado, em <em>Os signos do gozo<\/em>, a passagem no ensino de Lacan da \u00eanfase do Outro para o Um, em que o pr\u00e9vio n\u00e3o \u00e9 o Outro, mas o gozo, o Um. Lal\u00edngua \u00e9 anterior \u00e0 linguagem. Em <em>A fuga do sentido<\/em>, ele afirma, com Lacan, que a partir de<em> lal\u00edngua<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 Outro, mas \u201ch\u00e1 autismo\u201d (2012, p. 150). Essa ideia fundamenta o que ele prop\u00f5e, em <em>O ultim\u00edssimo Lacan<\/em>, numa homenagem a Rosine e Robert Lefort pelo esfor\u00e7o de mostrarem \u201ccomo o Outro \u00e9 constru\u00eddo a partir do Um-corpo\u201d (2013, p. 119). Miller diz que foi nessa cl\u00ednica do Um-corpo que eles criaram o autismo como uma categoria cl\u00ednica e que mostraram que o autismo \u00e9 o estatuto nativo do ser falante.<\/p>\n<p>Podemos verificar em uma an\u00e1lise \u2013 e o testemunho de passe de Bruno de Halleux (2012) \u00e9 clar\u00edssimo para isso (Maia, 2023) \u2013 at\u00e9 onde v\u00e3o os efeitos de <em>lal\u00edngua<\/em>. Destacar restos enigm\u00e1ticos, um indiz\u00edvel que insiste, que itera (Miller, 2011). As marcas deixadas por <em>lal\u00edngua<\/em> no corpo reaparecem \u201cnos sonhos, em todo tipo de trope\u00e7o, em todo tipo de formas de dizer.\u201d (Lacan, 1975, p. 10).<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um conceito que surgiu com a psican\u00e1lise, mas indiscutivelmente a defini\u00e7\u00e3o dada por ela \u00e9 in\u00e9dita. Esse giro que Lacan d\u00e1 a partir da letra\/<em>lituraterra<\/em> e de <em>lal\u00edngua<\/em> promove um deslocamento da defini\u00e7\u00e3o de linguagem como estrutura para linguagem como um aparelho de gozo, o que resulta numa mudan\u00e7a no lugar da interpreta\u00e7\u00e3o na experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Miller diz, em <em>A fuga do sentido<\/em>, que \u00e9 poss\u00edvel construir uma estrutura e decifr\u00e1-la, e que a estrutura possui a finalidade de conhecimento da realidade, enquanto que a fun\u00e7\u00e3o do aparelho est\u00e1 relacionada ao gozo (2012, p. 155). Ele enfatiza que, deste modo, n\u00f3s \u201cdesalojamos o infinito da interpreta\u00e7\u00e3o\u201d (2012, p. 156), porque quando ela visa o sentido, n\u00e3o produz limite. A interpreta\u00e7\u00e3o na via do sentido relan\u00e7a, infinitiza.<\/p>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, esse giro de Lacan apresenta a interpreta\u00e7\u00e3o como uma pr\u00e1tica que deixa descoberto o vazio central da linguagem, com a redu\u00e7\u00e3o do <em>isso quer gozar<\/em> para <em>isso n\u00e3o quer dizer nada<\/em>. Nessa perspectiva, a interpreta\u00e7\u00e3o faz limite, \u00e9 mais uma conten\u00e7\u00e3o do que relan\u00e7amento, porque n\u00e3o \u00e9 o sentido que \u00e9 assegurado pela interpreta\u00e7\u00e3o, mas o real.<\/p>\n<p>Para concluir, a interpreta\u00e7\u00e3o est\u00e1 do lado da escrita, do furo do sentido, do imposs\u00edvel e reconduz o <em>parl\u00eatre<\/em> \u00e0 opacidade de seu gozo. \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma leitura\u201d (Miller, 2011).<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<h6>Halleux, B. Twingo. La cause du d\u00e9sir, n. 83, 2012.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1953). Fun\u00e7\u00e3o e campo da palavra e da linguagem em psican\u00e1lise. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1956). Semin\u00e1rio sobre \u201cA carta roubada\u201d. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1956-1957).<em> O semin\u00e1rio, livro 4<\/em>: a rela\u00e7\u00e3o de objeto. Rio de Janeiro: Zahar, 1995.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1957). \u201cA inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud\u201d. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1958-1959).<em> O semin\u00e1rio, livro 6<\/em>: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1971). <em>O semin\u00e1rio, livro 18<\/em>: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1971). Lituraterra<em>. Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1972-1973). <em>O<\/em> s<em>emin\u00e1rio, livro 20<\/em>: mais, ainda. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1975). Confer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 23, 1998.<\/h6>\n<h6>Laurent, \u00c9. A carta roubada e o voo sobre a letra. <em>Correio<\/em>, n. 65. 2010.<\/h6>\n<h6>Maia, A. M. W. Ler <em>lal\u00edngua<\/em> do sonho na crian\u00e7a. <em>Sonhos de crian\u00e7as<\/em>. Maia, Ana Martha Wilson. (Org.). Goi\u00e2nia: Kelps, 2021.<\/h6>\n<h6>Maia, A. M. W. O feminino e <em>lal\u00edngua<\/em>: dizendo o imposs\u00edvel de dizer. <em>\u023a Mulher <\/em>\u2013 nascer de um mal-entendido. Maia, Ana Martha Wilson. (Org.). Goi\u00e2nia: Kelps, 2023.<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (1995-1996).<em> La fuga del sentido<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2012.<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (1986-1987). <em>Los signos del goce<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 1998.<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2006-2007). <em>El ultim\u00edsimo Lacan<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013.<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2011). <em>L\u2019un tout seul<\/em>. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jonathanleroy.be\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/2010-2011-LUn-tout-seul-JA-Miller.pdf.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Miller, J.-A. (2011). <em>L\u2019un tout seul<\/em>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Martha Wilson Maia A interpreta\u00e7\u00e3o e os sonhos j\u00e1 estavam l\u00e1, desde o in\u00edcio, inclusive no t\u00edtulo do texto inaugural \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos\u201d, com o qual Freud apresenta sua grande inven\u00e7\u00e3o, a psican\u00e1lise. 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