{"id":57727,"date":"2024-07-25T15:55:54","date_gmt":"2024-07-25T18:55:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2024\/?p=57727"},"modified":"2024-07-28T16:20:33","modified_gmt":"2024-07-28T19:20:33","slug":"comentario-por-angela-batista-ebp-amp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2024\/comentario-por-angela-batista-ebp-amp\/","title":{"rendered":"Bibliografia Comentada: Angela Batista"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>\u201cDisso resulta, acrescentei depois, mas sem efeitos, que \u00e9 em <em>lal\u00edngua<\/em> que opera a interpreta\u00e7\u00e3o \u2013 o que n\u00e3o impede que o inconsciente seja estruturado como uma linguagem, uma dessas linguagens nas quais \u00e9 justamente assunto dos linguistas convencer de que <em>lal\u00edngua<\/em> \u00e9 animada\u201d. (A terceira, p. 21).<\/p><\/blockquote>\n<p>LACAN, J. A terceira [1974]. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Internacional da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 62. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es E\u00f3lia, 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o da linguagem, a partir de <em>lal\u00edngua<\/em>, introduz o registro do equ\u00edvoco, do traumatismo e se refere a um corpo marcado por um real pulsional. Caminhamos em uma an\u00e1lise n\u00e3o s\u00f3 com a escuta do sentido do sintoma, mas, sobretudo, com a leitura do fora de sentido, do inconsciente real.<\/p>\n<p>Primeiro, o inconsciente estruturado como uma linguagem, <em>Unbewusst<\/em>, do primeiro ensino e, depois, o<em> falasser<\/em>, <em>Une-b\u00e9vue<\/em>, articulado ao pulsional. O inconsciente como enigma e o inconsciente como modo de gozo.<\/p>\n<p>Abordar o inconsciente pelo <em>falasser<\/em> \u00e9 habitar um corpo e ser perturbado por ele, traumatismo por onde a linguagem faz furo no saber. Para o <em>falasser<\/em>, o corpo sempre lhe \u00e9 estranho. Pelo corpo passam coisas que escapam e, por isso, dizemos que o corpo sintomatiza, que \u00e9 escrito por significantes, marcas que produzem um corpo-sintoma afetado pelo gozo.<\/p>\n<p>Interpretar o inconsciente estruturado como linguagem \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o do sintoma como met\u00e1fora; interpretar o <em>falasser <\/em>no \u00faltimo ensino \u00e9 dar \u00e0 palavra um lugar de acontecimento de corpo. A interpreta\u00e7\u00e3o deve incidir sobre aquilo que um sujeito tem de mais \u00edntimo, sua <em>lal\u00edngua<\/em>. Um dizer que tem efeito de furo e que acontece no corpo. O gato que ronrona&#8230;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> o <em>ronrom<\/em> faz vibrar todo o corpo do animal, ele \u00e9 seu gozo. Segundo Lacan, o mesmo se d\u00e1 com o homem que fala: <em>lal\u00edngua<\/em> n\u00e3o \u00e9 primeiramente feita para dizer, mas para gozar. \u201cEu sou ali onde isso goza\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, a l\u00edngua do trauma sempre trar\u00e1 a presen\u00e7a de uma estranha alteridade que deve encontrar um \u201csaber-fazer a\u00ed\u201d com o que \u00e9, portanto, mais real, o ronronar de cada um. O encontro com essa <em>lal\u00edngua <\/em>impacta o corpo e n\u00e3o \u00e9 comunic\u00e1vel, nesse sentido \u00e9 que a linguagem \u00e9 uma elocubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>lal\u00edngua<\/em>. Lugar de trope\u00e7os e inven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, J. A terceira, p. 66.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDisso resulta, acrescentei depois, mas sem efeitos, que \u00e9 em lal\u00edngua que opera a interpreta\u00e7\u00e3o \u2013 o que n\u00e3o impede que o inconsciente seja estruturado como uma linguagem, uma dessas linguagens nas quais \u00e9 justamente assunto dos linguistas convencer de que lal\u00edngua \u00e9 animada\u201d. (A terceira, p. 21). LACAN, J. A terceira [1974]. 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