{"id":57626,"date":"2023-08-14T09:46:49","date_gmt":"2023-08-14T12:46:49","guid":{"rendered":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2023\/?p=57626"},"modified":"2023-08-14T10:00:44","modified_gmt":"2023-08-14T13:00:44","slug":"no-principio-era-a-ilusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornadasebprioicprj.com.br\/2023\/no-principio-era-a-ilusao\/","title":{"rendered":"&#8230; No princ\u00edpio, era a ilus\u00e3o."},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; row_type=&#8221;main-section&#8221; wr_background_color=&#8221;#0a0a0a&#8221; wr_background_img=&#8221;55&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1692018043695{margin-top: -200px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1691090958120{background-color: #1d1717 !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;51&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_empty_space][vc_empty_space][vc_column_text]<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h2><span style=\"color: #ff0000;\">\u25fc<\/span><strong>&#8230; No princ\u00edpio, era a ilus\u00e3o.<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\">\u25fc <\/span><strong><em>Sarita Gelbert<\/em><\/strong><\/h5>\n<p>Antes de mais nada, queremos agradecer a Marina Recalde, que com sorriso e delicadeza, prontamente aceitou nosso convite. E nos falar\u00e1 do amor ap\u00f3s a an\u00e1lise e com uma dist\u00e2ncia do seu per\u00edodo de AE.<\/p>\n<p>Somos eu, Dinah Kleve e Francisca Menta, muito gratas a Maria In\u00eas Lamy, diretora da se\u00e7\u00e3o Rio, e a Marcia Zucchi, diretora do Instituto de Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica, pela confian\u00e7a depositada em nosso trabalho.<\/p>\n<p>Formamos comiss\u00f5es de trabalho, construindo coletivos, das quais vou nomear apenas os coordenadores: Maria Silvia Hanna e Angela Bernardes (comiss\u00e3o cient\u00edfica); Felipe Vianna e Larissa Pinto (comiss\u00e3o de m\u00eddia); Sandra Landin e Rodrigo Pires (infraestrutura); Renata Bondim e Marina Sodr\u00e9 (boletim); Vanda Assun\u00e7\u00e3o e Maria Correia (tesouraria); Aspazia Barcelos, D\u00e9bora Souza e Patr\u00edcia Patterson (livraria); Ana Luiza de Almeida e Carolina Dutra (festa). Tais coletivos foram fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o deste lan\u00e7amento e primaram pela generosidade, alegria e solidez.<\/p>\n<p>Para Dinah Kleve e Francisca Menta, n\u00e3o tenho como definir a bela rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, carinho e solidariedade criada ao longo deste tempo.<\/p>\n<p>A Uerj n\u00e3o foi acaso, foi desejo decidido. Ali come\u00e7amos nosso trabalho.<\/p>\n<p>Segundo Freud, em \u201cO Futuro de uma Ilus\u00e3o\u201d, nosso ponto cardeal, ilus\u00e3o \u00e9 um recurso de que o <em>falasser<\/em> lan\u00e7a m\u00e3o para lidar com o desamparo. \u201cChamamos, ent\u00e3o, uma cren\u00e7a de ilus\u00e3o, quando em sua motiva\u00e7\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o do desejo passa para o primeiro plano, assim fazendo desistimos de sua rela\u00e7\u00e3o com a realidade\u201d (FREUD, 1927).<\/p>\n<p>Miguel de Cervantes, renascentista que se pautava por ilus\u00f5es, gestou um mundo onde havia moinhos, dulcin\u00e9ias, rocinantes, escudeiros e regras de cavalaria a serem acatadas. As interpreta\u00e7\u00f5es variam: desde considerar o Quixote como uma cr\u00edtica \u00e0 nobreza e \u00e0 feudalidade at\u00e9 a no\u00e7\u00e3o de que, criando personagens que enfrentavam o mundo dos moinhos, Cervantes espelhava as ilus\u00f5es dos homens.\u00a0Isso nos leva \u00e0 pergunta: O que temos de quixotes, de sancho pan\u00e7as, de dulcin\u00e9ias? Ou possu\u00edmos um tra\u00e7o de cada um?<\/p>\n<p>Nossa vida \u00e9 povoada por moinhos.\u00a0 De todos os tipos, sejam moinhos de vento, sejam turbinas e\u00f3licas, como quer a modernidade. Com os dois, produzimos a energia que enviamos ou recebemos desde sempre. Criamos vida e criamos ilus\u00f5es, o imagin\u00e1rio enodado com o simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ao pensar nosso tema de hoje, nos remetemos \u00e0s fantasias quixotescas. Sem saber exatamente o porqu\u00ea de usar estas refer\u00eancias, caminhamos por sobre estas imagens e estes significantes, buscando o sentido do Quixote perdido. Nesta busca recolhemos amor, discurso e loucura, identificados pela comiss\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Em cada um de n\u00f3s, analistas, analisantes, cidad\u00e3os, habita a singularidade que constr\u00f3i o coletivo que, por sua vez, cria as singularidades. Acreditamos que cada sujeito carrega o seu pr\u00f3prio moinho \u2013 nome de nosso boletim.<\/p>\n<p>Apostamos que com a psican\u00e1lise sejamos capazes de promover a redu\u00e7\u00e3o do sentido que sustenta a ilus\u00e3o para que o desejo caminhe e que cada um possa saber fazer do seu moinho um catavento.[\/vc_column_text][vc_empty_space][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; row_type=&#8221;main-section&#8221; wr_background_color=&#8221;#0a0a0a&#8221; wr_background_img=&#8221;55&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1692018043695{margin-top: -200px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1691090958120{background-color: #1d1717 !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;51&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_empty_space][vc_empty_space][vc_column_text] \u25fc&#8230; No princ\u00edpio, era a ilus\u00e3o. &nbsp; &nbsp; \u25fc Sarita Gelbert Antes de mais nada, queremos agradecer a Marina Recalde, que com sorriso e delicadeza, prontamente aceitou nosso convite. 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